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Selo nacional reconhece trajetória do Projeto Órfãos do Feminicídio da DPAM

Selo nacional reconhece trajetória do Projeto Órfãos do Feminicídio da DPAM

Iniciativa da Defensoria Pública do Amazonas foi reconhecida pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública pelo atendimento a filhos de vítimas de feminicídio

O projeto Órfãos do Feminicídio, desenvolvido pela Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPAM), recebeu o Selo FBSP de Práticas Inovadoras de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres. O reconhecimento foi entregue nesta terça-feira (15/9), durante a 20ª edição do Encontro Anual do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, em São Paulo.

A premiação destaca a atuação da iniciativa, coordenada pelo Núcleo Especializado de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher (Nudem), no acompanhamento de crianças e adolescentes que perderam suas mães em decorrência de feminicídios.

A defensora pública Caroline Braz, coordenadora do Nudem e idealizadora do projeto, recebeu o selo em nome da equipe multidisciplinar responsável pelo trabalho.

“Estamos muito felizes com o reconhecimento do trabalho da equipe da Defensoria, especialmente do Nudem, porque mostra ao Brasil o quanto esses órfãos precisam ser acolhidos e o quanto eles precisam de prioridade”, afirmou.

Criado em 2018, o projeto atua nas demandas jurídicas, sociais e psicológicas enfrentadas pelas famílias após a perda da mãe. A proposta é articular a rede de proteção para assegurar acesso a direitos, serviços públicos e acompanhamento adequado aos filhos e filhas das vítimas.

Entre as parcerias recentes está o projeto Vozes e Memórias, desenvolvido em conjunto com a Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A ação oferece atendimento psicológico às famílias acompanhadas pela iniciativa.

Segundo Caroline Braz, o projeto busca dar visibilidade a uma consequência da violência contra a mulher que, muitas vezes, não recebe a atenção necessária: a situação de vulnerabilidade vivida pelos filhos das vítimas.

“Os órfãos saem da invisibilidade porque buscamos para eles acesso a políticas públicas, prioridade dentro de um processo, para que eles possam ter saúde, educação, habitação”, destacou a defensora.

A iniciativa já acumula reconhecimentos nacionais. Em 2021, conquistou o primeiro lugar no Prêmio Innovare, uma das principais premiações do sistema de Justiça brasileiro. No início deste mês, ficou em segundo lugar na Premiação Boas Práticas na Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, durante o 4º Fórum Nacional das Defensorias Públicas para a Promoção e Defesa dos Direitos das Mulheres, em Belém.

O Selo FBSP foi concedido após processo de avaliação que incluiu visita técnica da Casoteca do Fórum Brasileiro de Segurança Pública à DPAM, realizada em março. Foram analisados critérios como efetividade, continuidade das ações e possibilidade de replicação do modelo em outras instituições.

Com a nova premiação, o projeto amazonense passa a integrar o acervo nacional de práticas inovadoras voltadas ao enfrentamento da violência contra meninas e mulheres.

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